Se eu fosse outra coisa, o que eu seria?
Se eu não estivesse aqui, onde estaria?
Se tudo fosse diferente, que diferença faria?
Há tantas possibilidades e, no fim
No fim seria tudo igual
Nos vários caminhos pra um só destino
Ali não é um lugar
Um lugar é só algo
Uma resposta a um movimento
E um fluxo da vontade
Seja sua ou seja minha
Qualquer
E quando eu souber
Se começo a aprender
Quando eu partir
Trilhando este campo
Escolhido por ser único
Vou pular
Um salto em vertigem
Vou voltar
A ter o nariz no chão
Com o corpo partindo
Minhas partes caindo
Na grama, na lama
No céu, no mar e nos abismos
Meu corpo brotando
Meu espírito impresso
E tudo deixará de ser muito
E tudo vai se enxergar como um
E se o céu ainda for o mesmo
Debaixo dele nunca mais seremos os mesmos
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário