quinta-feira, 26 de junho de 2008

Um só
Sou só eu
Enquanto só
Só resta um trecho
Ou não resta só
E nem é só


Aqui começa a estória
Uma nova
Emaranhado no tecido
Do entre-espaço
Entre vidas
Entre tempos
Entre voltas
Vejo o passado
Rasgando a memória
Absorto em sua meta
Me fazendo ser só agora


E agora,
Sinto a nova presença
Das coisas que se despediram
E das que nem chegaram
E as que estavam esperando
Porquê só agora


E me vejo então
Só vejo eu
Sem fantasmas
Só eu
E o que vejo
Sou eu
O que nunca vi

Nenhum comentário: