Medo. Ainda é tempo. Ou já não é mais. O que será agora? Entrando e mergulhando de verdade. Descubro novas leis. As mesmas e velhas leis. No pó, no ar. A grama crescendo, o cimento secando. O som. Uníssono. Sim, ele permite todos os sons.
Devagar ando. Divagar ando. Ando. Um passo de cada vez. Uma queda de cada vez, uma morte de cada vez. Vôo. Sou figura. De significado sem linguagem. Um signo em tudo que sinto.
E também sou nada. Possível em vários quantos. Em vários quês. Não mais eu. Ali e dali, ontem e hoje, rastejando e cavando. Sem senso para ser. Vários seus. Caminhando pelas frestas e janelas abertas, procurando a brecha onde se encaixa essa possibilidade. A criação da probabilidade, o disparo e o alvo. O olhar e o objeto. O ritmo incessante e a procura lenta. Cada vez é qualquer coisa. Qualquer coisa mais.
Ela é agora. É a cortina que cai e a luz que assusta. Os olhos que procuram e a chama que cega. Tudo em verdade. Escondida num jogo. Ainda se recusa a cumprimentar. E o muro que caiu ainda precisa ser lembrado. Fui eu e através deles que deveria por certeza aprender. Hoje e ontem se reconhecem sem, no entanto, continuando os mesmos.
E a teia alcança o ombro, num reflexo de algo que era, num tempo uma lembrança. Figuras que são outras e continuam a ser as mesmas de antes. Como desenhos. Uma tela. E agora já não são mais. O balanço da cadeira marcha, junto com todos eles em todas as direções definidas pelos pintores e as pessoas que os aplaudiram. E agora seguro um dedal.
Se você a questão. Se é você quem está aqui. Ou se você está mesmo aí. Quando é você, e onde é você? Tantos fatos que observa, e talvez possa escolher qual deles está inclinado. Propenso a estar entre. Entre você.
E os tempos juntos se abraçam no espaço. Em uma caverna sem luz, em sonhos racionais, na infância do cientista, na conversão do santo, no isolamento do príncipe. Se abraçam e permeiam tudo e eles mesmos, submersos no mar em que nadam.
E eu volto, cada vez menos para o vazio do medo. Lembro do Sol que batia todos os domingos sentado naquela mesa. Ele me convidava.
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