Às vezes me pergunto se a paz vou encontrar mesmo. Porque estou num período de paz, só que me pego perguntando até quando vai durar, ou se ela é tão real assim, se não estou fugindo de algumas questões. Mas, agora é diferente. Não fujo mais da paz, tento fixá-la. Não esperar momentos de paz, mas uma vida de paz. A coisa mais importante de amadurecer é isso: amadurecer. Porque daí você é por si só. Não sei se eu, mas costumava dar muito valor a pensamentos de pessoas mais velhas e inteligentes. Mas eu também penso. E posso pensar por mim. Por isso não caio mais naqueles pensamentos clichês como "a felicidade é uma reunião de momentos felizes". Acho que podemos produzir um pouco mais do que isso. Saber que felicidade é ter momentos bons e saber lidar com as coisas que não acontecem da forma como esperávamos. Quebrar a cara e não se arrasar por isso é felicidade também. É a ilusão do perfeito. Do momento em que as coisas são plásticas.
Então faço meu caminho, tento sempre ir além dos limites da minha inteligência, como se treina um músculo. Aos poucos. Então percebemos como as pessoas, apesar de ficarem velhas, ainda são imaturas. Param de pensar, se acomodam e levam a gente a acreditar neste triste fim. De ir levando. Pois não quero isso. Me levanto e me junto aos bons, acreditando sempre num caminho a seguir.
Agora, a realização é a meta. E, para quem não compreender isso, por mais que se viva os momentos, sempre vai olhar para o espelho e dificilmente vai saber responder "o que eu sou?".
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